quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Diário de leitura da Ilíada, de Homero (parte I).

Março de 2023.

Há uns bons meses, comecei a sentir um grande interesse pela obra: O livro de ouro da mitologia, do Thomas Bulfinch. Realmente não sei o motivo, mas este livro passou a estar no meu radar de obras para ler um dia.

Março de 2023.
Março de 2023.


Passou-se algum tempo e fui a uma Feira de Troca-Livros na faculdade e, para minha felicidade, lá estava o tal livro sobre mitologia.

No final do ano passado, durante as férias, comecei a lê-lo e terminei aquelas boas páginas em um mês e alguns dias… foi surpreendente e completamente novo para mim que nunca havia tido contato com a mitologia grega, exceto nos tempos do colégio e de maneira bem supercial. O máximo que eu sabia era citar o nome de alguns deuses greco-romanos e olhe lá.

A minha intenção era poder utilizar a obra do Bulfinch como base para leituras maiores. E foi justamente o que aconteceu. No decorrer da leitura surgiu em mim uma vontade ainda maior de poder explorar ainda mais a mitologia grega e, antes mesmo de finalizar a obra, havia comprado os meus primeiros épicos: a Ilíada e a Odisseia.

Todo o medo e sentimento de incapacidade que poderiam surgir devido a grandiosidade destas duas grandes obras simplesmente não existiram pois, na verdade, foram substituídos por uma imensa curiosidade de conhecê-las.

E assim aconteceu: no último mês comecei a ler a Ilíada na tradução do Frederico Lourenço, que saí pela edição da Penguin. Fiz algumas pesquisas e consultei algumas pessoas que já haviam lido a obra antes, e cheguei a conclusão de que esta tradução seria melhor para mim que nunca havia lido nada do tipo.

Comecei a ler, paralelamente, tanto os textos de apoio quanto a própria obra. Na edição da Penguin, pelo menos, as Introduções e o Prefácio da obra já são capazes de dar uma base excelente para o leitor de primeira viagem, o que foi o meu caso.

A Ilíada me surpeendeu. Uma obra colossal e fundacional para a nossa cultura nos traz a mescla de coisas muito pertinentes ao homem: os sentimentos e a guerra.

Nos mostra até onde ser humano pode chegar quando impulsionado pelos seus impulsos mais selvagens e violentos. A ira de Aquiles, no fundo, reflete um pouco de todos nós, em algum nível.

Agora, estou no Canto IV. Estou lendo bem lentamente e não pretendo terminar tão cedo. Em seguida, pretendo ler a Odisseia (que confesso: me chamou mais atenção quando conheci o enredo).

Até o fim da obra pretendo escrever mais alguns diários de leitura até para guardá-los como recordação. De qualquer forma, em breve volto para falar mais sobre a Ilíada por aqui. Sei que é só o início de uma grande viagem pela Grécia Antiga.

Fiquem em paz e boa quaresma.

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